sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Você Sabia que os peixes que vocês comem se alimentam de plástico?

Cada pessoa consome, em média, 16,3 kg de alimentos vindos do mar todos os anos. Se você é do time dos adoradores de polvo, camarão e peixe, entre outros animais marinhos que já caíram no gosto dos amantes da culinária, saiba que você pode estar ingerindo plástico junto com essas comidas.
Duvida? O infográfico Oceans of Garbage: why people are eating their own trash, produzido pelo site MastersDegree.net*, apontou que a ciência já tem registros de, pelo menos, 260 espécies marinhas que estão se alimentando do plástico que os seres humanos andam jogando nos oceanos.
Isso porque as garrafas PET, sacolinhas, fraldas e embalagens de comida –entre tantos outros resíduos plásticos que descartamos no oceano ou mesmo na praia, como se fossem se desintegrar entre uma onda e outra – vão parar em alto-mar e se decompõem em pequenos pedaços, que são confundidos pelos animais marinhos com plânctons. Os bichos, então, comem o nosso lixo plástico que, por ironia do destino, está voltando para o nosso estômago.
E mais: o infográfico revelou que até mesmo os animais marinhos que não comem o plástico podem acabar ingerindo o material por tabela. Isso porque esses bichos podem se alimentar de outros seres vivos que engoliram o plástico. É o caso dos pequenos peixes-lanterna, por exemplo: estudo que avaliou centenas de exemplares da espécie encontrou cerca de 83 fragmentos plásticos no estômago de cada um desses peixes, que são um dos alimentos preferidos dos atuns e dourados – que, por sua vez, são presenças constantes no nosso prato. Sentiu o drama?

Bill Gates está procurando uma "privada" perfeita


Uma das últimas empreitadas de Bill Gates, criador da Microsoft, passa longe da ciência da computação. Mas requer muita tecnologia. O empresário busca resolver um dos graves problemas de países ainda em desenvolvimento: a falta de saneamento. Por meio da Fundação Bill & Melinda Gates*, sob sua direção, Bill investe milhões de dólares no desenvolvimento de uma privada inteligente, que supere a falta de infraestrutura de esgoto e abastecimento de água nas regiões mais pobres.
A Fundação lançou o desafio no ano passado: elaborar uma privada que não precise de água encanada nem ligação com redes de esgoto, que não permita poluição das águas de rios e que ainda recicle os dejetos em energia ou fertilizantes. Nesta semana, a instituição promoveu em Seattle a Feira da Reinvenção da Privada, que reuniu 200 inventores, projetistas, designers, investidores e autoridades governamentais.
Foram premiadas três engenhocas. Em primeiro lugar, a invenção do Instituto de Tecnologia da Califórnia (EUA) com sistema de tratamento de água e painel fotovoltaico que abastece tanto a privada como um reator, com a função de transformar a água e o “número 2” em hidrogênio. O que fazer com esse gás? Usar em baterias de combustível que alimentam a privada à noite ou sob baixa luz solar.
Em segundo, ficou a privada inteligente elaborada por grupo de pesquisadores daUniversidade Loughborough (Reino Unido) e que, por um processo de decomposição a alta temperatura e sem oxigênio, é capaz de transformar as fezes em carvão biológico. A queima deste carvão alimenta sistema projetado para recuperar minerais e – acredite se quiser! – água, a partir das fezes e da urina.
Em terceiro lugar venceram os pesquisadores da Universidade de Toronto(Canadá), que empregaram tecnologia de desidratação mecânica com combustão, à baixa temperatura e sem chama, que higieniza o cocô em 24 horas. A urina também é desinfetada com luz ultra-violeta ao passar por um filtro de areia.
Estima-se que 2.5 bilhões de pessoas em todo o munda não fazem suas necessidades em condições seguras. Isso significa quatro em cada dez habitantes. Além disso, 1 bilhão deles defecam à céu aberto. “Além da questão da dignidade humana, esta falta de acesso coloca em risco vidas humanas, cria um peso econômico e sanitário nos países pobres e prejudica o meio ambiente”, afirmou Gate em texto publicado.B

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Vídeo: Meio Ambiente e Consciência Ambiental


Rótulos Ambientais não são eficazes


O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou no início de março de 2011 uma pesquisa intitulada de  “O uso do poder de compra para melhoria do meio ambiente”. A pesquisa revelou, dentre outros temas, que os rótulos utilizados nos produtos pelas empresas que desenvolvem produtos ambientais, precisa de adequações. Para o instituto este tipo de rotulagem que certifica os produtos como ambientalmente correto é apenas uma maneira de informar o consumidor que o processo de produção da mercadoria comprada, não teve utilização de equipamentos ou matérias-primas que agridem o meio ambiente. Apesar desta informação, os rótulos, segundo o Ipea, necessita de algumas modificações para que se torne mais efetivo. Uma das conclusões da pesquisa feita pelo Instituto se refere na questão de custos que as empresas tem com a rotulagem dos produtos. Para os pesquisadores do Ipea, a adaptação e critérios que estabelecem a certificação e rotulagem dos produtos, acaba resultando num aumento de custos para as empresas. O que reflete, consequentemente, num aumento dos preços dos produtos aos consumidores.

Custa caro ter uma casa ecologicamente correta


Durante um encontro que discute a sustentabilidade, a “Feira das Cidades Sustentáveis”. O arquiteto espanhol Luis de Garrido, disse que hoje e dia construir uma casa sustentável custa mais do que construir uma residência convencional. Segundo o arquiteto, o normal é quando algo que agride o meio ambiente tem um valor financeiro maior. Mas para ele, a maior parte dos produtos ecológicos hoje, na realidade não são. A palavra “ecológica”, conforme Garrido, ganhou um significado diferente e ocupa uma dimensão política e econômica que o coloca em lado contrário do que vem a ser  sustentável. Mas e como então podemos conciliar a arquitetura sustentável com menores custos? De acordo com o arquiteto é necessário buscar um conceito que seja baseado em componentes biodegradáveis, ou seja, uma integração com o ecosssitema e o planejamento energético da moradia. Antes de levantar os custos da construção com o uso de tecnologias renováveis, a obra sustentável deve ter em conta os aspectos bioclimáticos. Com um planejamento dos espaços pode-s econseguir resultados positivos.

Dendê é usado para produção de Biodiesel


O dendê, produto tipicamente brasileiro, é usado também para a produção de biodiesel. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o incentivo da produção do dendê, está dentre os focos de trabalho da empresa. Cerca de 70% dos óleos do mundo são provenientes de quatro espécies vegetais: girassol, soja, canola e dendê. O dendezeiro é a espécie  oleaginosa que apresenta maior produtividade no País. O plantio de dendê no Brasil, especialmente no estado do Pará, chega a ter toneladas de óleo/ha/ano. Além do ramo alimentício, o óleo do dendê é muito usado também em outros setores como na indústria farmacêutica, química e de alimentos. Por representar de 6 a 9 unidades de energia disponíveis por unidade de energia aportada, o dendê vem a ser uma excelente opção para a agricultura sustentável na Amazônia.
Para que o uso do dendê como matéria-prima para a produção de biodiesel possa ser implantada é necessário melhorar a expansão da dendeicultura no Brasil. Dentre as adequações estão o melhoramento do  manejo da cultura e do processo de conversão de óleos e resíduos, o trabalho contínuo de pesquisa de novos cultivos e adaptação de diferentes condições ambientais.

Meio Ambiente de Mossoró está bastante afetado



Os problemas causados pelo lixão da Estrada da Raiz não se resumem apenas a questões sociais, o meio ambiente de Mossoró também é comprometido por causa da situação daquela área.
De acordo com estudos realizados para a tese de doutorado da pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e professora substituta da Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM) na área de solos, Alessandra Salviano, o lençol freático de Mossoró e a lagoa de captação da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN) estão contaminados por substâncias como cádmio e chumbo. "Como no lixão de Mossoró existem materiais como plástico, baterias de celular, pilhas, papéis entre outros, existe uma possibilidade considerável desses materiais encontrados serem provenientes dos metais pesados encontrados no lixão", explicou.
Esses metais pesados chegaram até a lagoa de captação durante a época de chuvas, através do fenômeno da lixiviação que pode ter transportado o material até a lagoa de captação. Já a contaminação do lençol freático se dá com a infiltração do xorume pelo solo e se estendendo até os rios.
De acordo com a pesquisadora da área de solos, os números referentes a presença de metais pesados tanto na lagoa de captação da Caern como do lençol freático são alarmantes, estando acima dos valores de alerta da Companhia de Tecnologia Ambiental de São Paulo (CETESP). "Os níveis dos metais encontrados em Mossoró estão acima dos valores de alerta, é preciso que seja feita com urgência uma monitoração naquela área", sugeriu.
Como o lixão se encontra em uma área baixa, o local sempre fica inundado durante o período chuvoso e o material pode ser espalhado por toda a cidade. "Se fragmentos desses metais ficarem presos à poeira serão espalhados pela cidade, entrando nas casas", afirmou.
DOENÇAS - O cádmio e o chumbo são metais que podem causar doença que vão desde problemas intestinais a até câncer e descalcificação. No corpo humano esses metais costumam se acumular no fígado e nos rins, causando problemas também nesses órgãos.
PERIGO - A lagoa de captação é um local aonde existem algumas pessoas pescando e agricultores retirando água de lá para colocar nas plantações que depois da colheita são vendidas na Central de Abastecimento (CONAB).
Mesmo com a construção de um aterro é necessário um monitoramento
Que a construção de aterro sanitário traria melhorias para a população de Mossoró e para a cidade não é uma novidade para ninguém. No entanto, o problema do lixão de Mossoró vem se arrastando há anos e nenhuma providência é tomada. Enquanto isso, o lixão não pára de crescer. "Vai chegar um momento em que não haverá mais espaço para comportar o lixo de Mossoró", explicou Alessandra Salviano.
Segundo a pesquisadora, a construção do aterro não é a única solução para o problema que só se dará através de um trabalho diário dentro do aterro. "Se for para construir tem que ser realizado um monitoramento diário, já que o lixo tem que ser compactado todos os dias", disse.
A instalação do aterro preveniria todas as doenças causadas pelo lixão. Além disso, o reaproveitamento do material resolveria o problema social que o trabalho do lixão ocasiona. "Não tem lógica um aterro sanitário sem uma usina de reciclagem, que gera vários empregos", afirmou.